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quarta-feira, 25 de março de 2020

O Diabetes Tipo 2, A Doença Periodontal e O Estresse


De acordo com as nossas pesquisas, a doença periodontal (DP), o diabetes mellitus (DM) e a grande maioria das doenças orgânicas são causadas pelo estresse emocional, que, por sua vez, tem origem psicossocial. Um periodonto sadio é fundamental para manter os dentes “firmes”. A manifestação inicial da DP é a gengivite que, se não cuidada ao longo dos anos, pode se tornar severa, com formação de bolsas periodontais e reabsorção óssea. (1) A DP, assim como o DM tipo2, é crônica, “silenciosa” (os sintomas só aparecem mais tarde) e a sua incidência aumenta com a idade. Acredita-se que a causa do DM tipo 2 seja uma produção insuficiente de insulina ou uma incapacidade do organismo de usá-la da forma correta. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 7% dos brasileiros sofrem de diabetes (12,5 milhões).(2) O estresse pode desencadear ou agravar a doença periodontal e o DM tipo 2. Desde 1982, temos alertado para a etiologia psicossocial da DP, e hoje, cientistas comprovam isso. Em 1998, Genco e cols. avaliaram a associação entre doenças periodontais e estresse, ansiedade e capacidade de resolução de problemas em 1426 pessoas de 25 a 74 anos. (3) “É mais provável que o estresse crônico seja o responsável pelo aparecimento do diabetes, já que ele faz com que ocorra uma liberação constante de adrenalina e cortisona (hormônios do estresse) em excesso.”, explica Saulo Cavalcanti, da Soc. Bras. de Diabetes. (4) “A ideia de que o estado emocional leva ao desenvolvimento do diabetes existe desde o século XVII”, relata a médica Andressa Soares.(5) A Doença Periodontal é reconhecida como a 6a complicação do diabetes(1). Segundo a Sobrape (Soc. Bras. Periodontolo- gia), o risco de DP é 2,5 vezes maior em diabéticos.(6) Essas doenças interagem de uma forma bidirecional: o DM altera a resposta imunológica e metabólica do organismo favorecendo e exacerbando a DP, e esta contribui para o mau controle dos níveis glicêmicos (glicose no sangue). Assim, a manutenção dos tecidos periodontais contribui para um melhor controle metabólico, reduzindo os níveis de glicemia. (1) O principal fator para o “gerenciamento” do estresse chama-se consciência, que tem enorme poder energético e curativo. (7) Portanto, conscientizando suas emoções negativas (raiva, medo, inveja) e seus problemas psicossociais, o diabético consegue estabilizar sua saúde bucal e controlar seu diabetes, sem nenhum medicamento. Como no caso do cliente A, 55 anos, que apresentava DP associada à diabetes e iniciou psicoterapia trilógica há um ano. Hoje, ele consegue gerenciar seu estresse e, assim, controla o diabetes sem nenhum medicamento, e mantém a saúde bucal estabilizada, necessitando apenas de consultas para remoção de tártaro. Perfil Psicológico dos diabéticos: “O diabético não absorve, não usufrui o “açúcar” da vida, o bem, a energia. Ele não tem nada que falta na sua vida, ele está repleto de “bem” e não usufrui. Geralmente, ele apresenta uma incapacidade de absorver o bem”, observa a psicanalista Cláudia Pacheco. “O Mais Difícil Para o Ser Humano é Aceitar o Bem.” (8) 

Heloísa Coelho e Márcia Sgrinhelli

Texto do Jornal STOP 104 03/2020




quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Resistência ao Trabalho É a Maior Causa da Hipertensão

A Hipertensão (pressão alta), caracterizada pelos níveis elevados da pressão sanguínea (acima de 14 por 9), é uma doença crônica e cada vez mais frequente. Chamada de “assassina silenciosa”, é um dos principais fatores de risco de acidente vascular cerebral (AVC) e enfarte. No Brasil, foram registrados 388 óbitos por dia no ano de 2017 devido à pressão alta e suas sequelas. (1) 
Cerca de 25% dos Brasileiros Sofrem de Hipertensão, conforme pesquisa com 52.395 moradores das capitais; sendo que os mais afetados são os idosos com mais de 65 anos (1), uma vez que se aposentam e se sentem inúteis. Gøtzsche aconselha que os idosos controlem a pressão arterial sem medicamentos, como muitos fazem, para evitar efeitos colaterais como vertigens e quedas.(2)
A causa da maioria dos casos de hipertensão é psicossocial. “Não é possível separarmos nossos valores e filosofia de vida de nossa saúde emocional e orgânica. Existe uma unidade no ser humano: seus sentimentos, seus pensamentos e suas ações são inseparáveis, e interagem entre si o tempo todo”. (3)
Numa entrevista de Rádio, a psicanalista Cláudia Pacheco, autora de obras sobre Medicina Psicossomática, alerta: “Pelo processo inconsciente de inversão*, o ser humano trabalha com raiva, e isso causa contração muscular e a produção de toxinas, que podem ser letais. Muitos trabalham contrariados porque estão trabalhando para causas nocivas, mas isso precisa ser analisado, conscientizado e dissolvido, senão a pessoa acaba morrendo mais cedo. Se o ser humano precisa trabalhar numa estrutura doentia para sustentar a família, deve fazer análise trilógica para aprender a lidar com esse confl ito no interior. É possível regularizar e estabilizar a pressão sem medicação, com psicoterapia. Mas, se o cliente parar de fazer análise ou começar a esconder o que sente, então a pressão volta a subir.” (4)
A Ação (Pura) É a Saúde, e a Inação a Doença “Hoje em dia, o ideal de todos é viajar, ter uma vida de prazeres, sem muito trabalho, uma vida de ócio até... Hipertensão é mais comum nas pessoas que estão descontentes com o trabalho,” diz N. Keppe, no seu Programa de Rádio. (4) O sonho de se aposentar e parar de trabalhar é uma ilusão porque quem faz isso nunca consegue a felicidade que almejava. Veja o diálogo a seguir:

Cliente: - Quando me aposentei, tinha a ideia que iria ter um vidão, que conseguiria a realização de todos os meus sonhos. 
Psicanalista: - Mas, explique melhor. 
Cliente: - Tinha a ideia que iria viver viajando, conhecendo os lugares mais bonitos do mundo, e noto que não encontrei a felicidade com isso.

Esse fato mostra que o bem-estar reside no interior de cada pessoa, e toda a maravilha que existe reside mais aí – que a verdadeira felicidade consiste no encontro do bem interno com o externo. Daí, a necessidade de construir uma civilização estética e boa, para se coadunar com nosso aspecto são fundamental”. (5)
__________

*Inversão: Mecanismo psíquico, inconscientizado, descoberto por N. Keppe.
1. Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), 2018. http://www.saude.gov.br/ noticias/agencia-saude/45446-no-brasil-388-pessoas-morrem-por-dia-por-hipertensao. Acessado 28/11/2019.
2. GØTZCHE, P. Medicamentos Mortais e Crime Organizado. Bookman Editora, 2016
3. PACHECO, C.B.S. De Olho na Saúde. 2ª ed. Proton Editora, 2016.
4. Programa Stop a Destruição do Mundo, nº 652, Rádio Mundial, dez/2019.
5. KEPPE, N.R. Teologia Trilógica Científica. Proton Editora, 2009.

Texto do Jornal STOP 103, disponível aqui!

segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

A tensão emocional e as doenças da gengiva

Os dentes e as gengivas também sofrem influência das nossas emoções negativas como raiva, medo e inveja. Através da técnica de conscientização keppeana podem-se resolver problemas gengivais, como no seguinte caso: 

A senhora L.G. (68 anos) tinha dentes com certa mobilidade; suas gengivas se inflamavam e sangravam sempre que ela era convidada para uma reunião social. Com a psicoterapia trilógica, L.G. conscientizou-se que se isolava para manter uma ideia de perfeição sobre si mesma e passou a ser mais sociável. Aos poucos seus dentes firmaram e até hoje, com 82 anos, sua saúde bucal continua estabilizada. 

Outro caso interessante é de M.A. que, aos 30 anos, apresentou descolamentos da gengiva (bolsas periodontais). Nesse caso, o especialista indicou cirurgia das gengivas. Descontente com isso, M.A. nos procurou para fazer tratamento e iniciou também a psicoterapia trilógica. Em poucos meses, houve reparação das bolsas periodontais, e sua saúde bucal permaneceu assim até hoje (aos 62 anos), necessitando apenas de raspagens anuais.

Como somos uma unidade indissolúvel entre o psíquico e o físico, adoecemos primeiro psiquicamente e depois fisicamente. A conscientização de nossos problemas tem um grande poder energético de recuperar nossa saúde. Pela natureza, a estrutura essencial do ser humano é capaz de autorregenerar nosso organismo.

Márcia Sgrinhelli e Heloísa Coelho Dentistas, professoras de Psicossomática da Faculdade Trilógica Keppe & Pacheco.


Texto publicado no Jornal STOP 102, disponível aqui!


sexta-feira, 16 de agosto de 2019

Lentes de Contato ou Dente Natural?

Nos últimos anos, as “lentes de contato” (facetas de cerâmica bem finas, colocadas nos dentes) “viraram moda”. Alega-se que conservam as estruturas dos dentes naturais; porém, na maioria das vezes, é necessário desgastar o esmalte dentário para aplicá-las. E esse desgaste é irreversível, ou seja, quando uma faceta quebra e solta, o paciente tem que ir logo ao dentista para este repor seu sorriso artificial. Os dentes naturais apresentam uma beleza única, insubstituível. A cor natural dos dentes varia de pessoa para pessoa; com a idade, os dentes escurecem um pouco, mas continuam em harmonia com a face. Qualquer procedimento odontológico, mesmo o mais avançado do mundo, “não chega aos pés” da beleza (divina) dos dentes naturais. Então, por que muitos querem alterar a cor dos dentes naturais ? Atualmente, há um grande incentivo pela aparência. O ser humano foge da realidade, do contato consigo mesmo, através de uma máscara. Com isso, muitos acabam estragando seus próprios dentes, na busca de um sorriso artificial; e o resultado disso é lamentável: perda da saúde e da beleza natural. “O uso da máscara pode ser visto não só para enganar o próximo, mas, principalmente a si mesmo, estragando a própria existência; de maneira que temos que ver agora que o indivíduo, denominado hipócrita, causa o maior desastre para sua existência desde que não consegue viver de acordo com o que é por si: o bem” (Keppe, A Origem da Sanidade)

Texto disponível no Jornal STOP 101

sexta-feira, 5 de julho de 2019

Emoções e Doenças Bucais

Em nossa boca vivem milhões de bactérias, em perfeita harmonia com o organismo. Elas contribuem com a saúde (bucal e geral), participando do desenvolvimento de tecidos, proteção e digestão. Portanto, é o contrário do que Pasteur afirmou, que os micróbios seriam seres perigosos, que deveriam ser eliminados. Eliminar as bactérias da boca, como muitos fazem, através de bactericidas (como os enxaguatórios) constitui na verdade um erro, que conduz a doenças bucais e gerais. Nakae (1986) adverte que o uso tópico de antibióticos, sobre a placa bacteriana leva à destruição dos micro-organismos, o que impossibilita que estes atuem como recurso preventivo de doenças gengivais. Madigan e outros afirmam que a composição da microflora humana é relativamente estável (...), protegendo o hospedeiro e produzindo nutrientes importantes que contribuem para o desenvolvimento do sistema imunológico” (Madigan MT, Martinko JM & Parker J. 1996. Biology of microorganisms, 8th. Prentice Hall, NJ, USA). Nossa experiência clínica confirma a tese de Norberto Keppe que nossas enfermidades bucais (e gerais) advêm primariamente de um desequilíbrio psíquico (e social), que atinge o organismo, e não que os micro- -organismos sejam a causa do adoecimento. Uma pessoa psiquicamente equilibrada e com uma vida social adequada, dificilmente contrai doenças. Assim, para prevenirmos e tratarmos as enfermidades, temos que considerar a estrutura integral do ser humano – sobretudo sua parte psíquica, social e ambiental, como a ciência trilógica vem mostrando na atualidade.

Márcia Sgrinhelli e Heloísa Coelho

Texto disponível no Jornal STOP 55 disponível aqui.

quinta-feira, 6 de junho de 2019

Os Refrigerantes Tipo Cola e Outros Ácidos Que Corroem os Dentes

“Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”. É isso que acontece com os dentes que têm contato frequente com ácidos: eles sofrem de erosão (perda da sua estrutura dentária, decorrente de um processo químico de dissolução da porção mineralizada). 
De acordo com o Prof. Dr. Wilson Garone Filho, os mais erosivos, em ordem decrescente são: vinagre, água aromatizada com limão, suco de laranja, fanta laranja, coca-cola, pepsi light e vinho branco. (12) 
Ácidos são os principais desmineralizantes dos dentes e, por outro lado, a saliva é a maior remineralizadora (protetora). Ela é a principal atuante na remineralização dos dentes porque ela dilui e remove os ácidos através do fluxo salivar, neutraliza os ácidos e fornece cálcio e fosfato. Apesar da saliva ter a capacidade de remineralizar o esmalte, seu efeito tem limites. 
Depois da água, os refrigerantes são as bebidas mais consumidas no mundo. Eles são potencialmente erosivos para os dentes. Entre os refrigerantes, os tipo cola(que contêm ácido fosfórico) são mais erosivos do que os guaranás. Além disso, eles contêm excesso de fosfato, que prejudica o metabolismo do cálcio, favorecendo a osteoporose.
A localização preferencial das lesões causadas pelos ácidos de origem externa como o limão, as bebidas esportivas e os refrigerantes tipo cola é a parte da frente dos dentes superiores (face vestibular). Porém, com o uso frequente desses ácidos, os demais dentes podem sofrer erosão. Quanto maior o número de vezes que os dentes entram em contato com ácidos, maior será a erosão total. Isso ocorre porque a erosão causada pelos ácidos no esmalte é mais drástica nos primeiros minutos.
Portanto, o ideal é reduzir o consumo de refrigerantes e demais ácidos e, quando tomar os tipo cola, usar canudo (diminuindo o contato com os dentes) e, esperar, no mínimo, 30 minutos para a escovação (permitindo a atuação da saliva, para evitar abrasão). Também, para evitar abrasão, não consumir alimentos duros e/ou fibrosos junto ou logo após bebidas erosivas. É claro que as pessoas mais equilibradas têm uma dieta mais saudável, não excedendo em ácidos.

Trecho do livro Como Preservar os Dentes Naturais, escrito por Márcia Sgrinhelli e Heloísa Coelho
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segunda-feira, 20 de maio de 2019

Clareamento ou Dente Natural?

A cor natural dos dentes varia de pessoa para pessoa, e vai desde o branco-amarelado até o branco-acinzentado. Porém, na década de 90 iniciou-se nos EUA um movimento odontológico em busca do “branco total”, que praticamente inexiste na natureza, incentivando em várias partes o clareamento dos dentes vivos (polpados).
Esse branqueamento com produtos químicos tem efeitos como: aumento da sensibilidade e dor dos dentes; danos aos tecidos moles e duros da boca (irritação das mucosas, aumento da porosidade superficial e da friabilidade do esmalte, diminuição da sua microdureza); danos aos materiais restauradores (restaurações feitas em dentes clareados estão mais sujeitas a terem microinfiltrações) e, o mais grave, efeito co-carcinogênico (capaz de produzir câncer quando ligado a outros fatores).
Se tudo isso acontece, afinal, por que muitos querem ainda alterar a cor natural dos dentes? A nosso ver, a explicação está no livro “A Libertação” de Norberto Keppe: “Tudo o que existe carrega altíssima dose de incrível beleza, e permanecemos indefinidamente desejando reconstruir o mundo novamente, conforme nossos padrões imaginativos, acabando por fazer uma obra que nem nós aceitamos”.
Na base dessa troca do natural pelo artificial está a teomania (desejo de ser deus no lugar do Verdadeiro) e a inversão (advinda da inveja). Esses elementos da patologia psíquica precisam ser conscientizados, para voltarmos a ter um nível de vida saudável, aceitando a beleza de nossos dentes naturais.

Heloísa Coelho e Marcia Sgrinhelli

Texto disponível no Jornal STOP 57 disponível aqui.

quinta-feira, 25 de abril de 2019

Por que conservar os dentes naturais?

Nossos dentes naturais são muito valiosos porque eles participam da nossa estética, nutrição, fala e até da nossa postura (a falta de dentes pode nos causar até problemas de coluna). Eles foram criados para permanecerem durante toda a nossa vida. Daí a importância de um tratamento que preserve os dentes naturais. A perda de um ou mais dentes causa enormes prejuízos como: inclinação dos dentes vizinhos (desequilibrando toda a dentição); diminuição da força mastigatória; problemas no periodonto (tecidos ao redor dos dentes), retração da gengiva, perda da estética; ocorrência de dores de cabeça, dores na ATM (articulação para abrir e fechar a boca) e dores nos ouvidos. Assim, a falta de dentes naturais diminui a qualidade de vida do ser humano. Por que a humanidade tem alta incidência de cáries dentárias e doenças do periodonto? As emoções negativas (raiva, inveja, medo etc) não conscientizadas alteram o funcionamento do organismo, podendo causar as mais diversas doenças, não apenas bucais mas em todo o organismo. A doença mostra que o ser humano nega a saúde. Só podemos negar, omitir e deturpar o que é bom, belo e verdadeiro; pois jamais poderíamos sofrer por causa do que existe por si.


quarta-feira, 10 de abril de 2019

O Amor e a Saúde dos Dentes

Na prática da Odontologia, comprovamos diariamente como as emoções negativas geram doenças bucais. Raiva, inveja, inversão, medo, megalomania desequilibram o funcionamento das glândulas salivares, diminuindo o fluxo da saliva, ou alterando sua composição (ph), o que origina cáries e moléstias periodontais. Essas emoções negativas são fruto de nossa atitude diante da consciência (percepção). Dra. Cláudia B. Pacheco, em seu livro A Cura pela Consciência — Teomania e Stress, diz que há, basicamente, duas reações patológicas diante da consciência: o medo e a raiva – e só uma reação saudável: a da pessoa humilde, que acata a consciência beneficiando-se e poupando seu físico de doenças.


Explicação do gráfico: Quando rejeitamos a consciência e reagimos com raiva, lutando para negá-la, há um aumento de secreção de noradrenalina e adrenalina, e a saliva torna-se espessa e em quantidade insuficiente; se essa atitude for constante, ocorrerá um desequilíbrio (“boca seca”) capaz de causar cárie dentária, gengivite e outras doenças. Já o medo da consciência, liberando acetilcolina, pode causar doenças bucais. Se, pelo contrário, temos afeto, tolerância, aceitamos a consciência da raiva e do medo, e vivenciamos o amor, poupando-nos de enfermidades. Portanto, a atitude contra a consciência e contra o amor (romantismo) - precisa ser conscientizada, para que haja um retorno à vivência do afeto conosco e com nossos semelhantes, a fim de termos saúde.

Texto do Jornal STOP 53 disponível aqui!

terça-feira, 2 de abril de 2019

Conserve Seus Dentes Naturais

... e vivos (com as polpas sadias ), de preferência.


Quando um dente necessita de tratamento de canal?

Se a polpa dentária é atingida por uma cárie ou se o dente sofre de um trauma físico,  como o bruxismo, ela se defende com uma inflamação (pulpite) que, inicialmente, é reversível (pode desinflamar). Com uma pulpite aguda, o paciente sente muita dor, mas se essa inflamação for reversível, é possível manter a polpa íntegra ( sem trat. de canal). Para tanto, o dentista precisa fazer um curativo, que atua como um medicamento. Após essa consulta de emergência, se esse dente não causar mais nenhuma dor durante uns 40 dias, ele pode ser restaurado, evitando-se um tratamento de canal. Portanto, o ideal é procurar um dentista assim que se sentir dor de dente, porque essa inflamação da polpa tende a se agravar, tornando-se irreversível. Nesse caso, o tratamento de canal é necessário.


Consciência é Saúde 

Para que esse tratamento conservador da polpa tenha sucesso, é fundamental que o paciente se acalme diante da visão dos seus erros e dificuldades. Somente com a conscientização das emoções negativas (raiva, medo, inveja etc) é que se consegue a recuperação da saúde. Tanto as cáries dentárias como as pulpites, e até o bruxismo são decorrentes do estresse emocional descontrolado.

Heloísa Coelho e Márcia Sgrinhelli
texto disponível no Jornal STOP 92 disponível aqui.

sexta-feira, 15 de março de 2019

Fraturas dentárias e a tensão emocional

Os dentes podem ter rachaduras de vários níveis; nos casos mais graves, eles se dividem em duas partes. Mesmo assim, dependendo do caso, essas partes são aproveitadas. Vamos, aqui, analisar as fraturas dentárias causadas durante a mastigação, ou pelo bruxismo (ranger ou apertar os dentes). Dentes com restaurações grandes são os mais propícios a sofrer fratura, mormente quando eles têm tratamento de canal (ficam fracos). Podem causar fratura dentária: mastigar algo muito duro por acidente (pedra, pedaço de osso, caroço de azeitona) e o hábito de mastigar alimentos duros (balas, milho de pipoca, amendoim tipo japonês, pedra de gelo, granola seca, sementes etc). Estados emocionais como a ansiedade, o medo e a raiva causam aumento da atividade dos músculos mastigatórios e, consequentemente, tensão muscular. Por isso, aqueles que mais fraturam os dentes são os que possuem grandes restaurações, gostam muito de mastigar alimentos duros e têm bruxismo. São pessoas muito tensas que procuram descarregar suas tensões na boca. Fraturas dentárias e a tensão emocional A tensão e o nervosismo resultam da luta que o ser humano faz para eliminar a consciência dos erros e também rejeitar a realidade, que é boa, bela e verdadeira (atitude de censura à consciência).

Disponível no Jornal STOP edição 97, leia mais aqui.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Odontologia e Espiritualidade

“Não existe doença alguma que não seja física e espiritual ao mesmo tempo”, como mostra Keppe em seu livro Psicoterapia e Exorcismo (2018). As emoções negativas inconscientizadas alteram o funcionamento do organismo como podemos ver no caso da inveja. M.N. relatou: - Quando eu era criança, minha professora mostrou uma foto de um sorriso lindo. Depois mostrou uma foto de dentes cariados. Então, pensei claramente que queria ficar com os dentes todos estragados. Mas, eu mesmo me assustei com essa ideia. Hoje, acho que esse pensamento veio de um espirito maligno, que devido à minha inveja, eu segui. Portanto, perdi muitos dentes. Notamos através desse relato que o ser humano não é vítima dos malignos, mas através da atitude de inveja, se conecta com esses seres espirituais. “Qualquer coisa que se faça no campo físico, repercute no espiritual, e o mesmo sucede deste último, para o material, pois não podemos nos esquecer, que somos uma unidade, constituída de corpo e alma.” (KEPPE, 2018).

Dra. Heloísa Coelho

Texto no Jornal STOP, disponível aqui.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

A Tensão Emocional e as Fraturas Dentárias

Os dentes podem ter rachaduras de vários níveis; nos casos mais graves, eles se dividem em duas partes.Mesmo assim, dependendo do caso, essas partes são aproveitadas.
Vamos, aqui, analisar as fraturas dentárias causadas durante a mastigação ou pelo bruxismo (ranger ou apertar os dentes).
Dentes com restaurações grandes são os mais propícios a sofrer fratura, mormente quando eles têm tratamento de canal (ficam fracos). Podem causar fratura dentária: mastigar algo muito duro por acidente (pedra, pedaço de osso, caroço de azeitona) e o hábito de mastigar alimentos duros (balas, milho de pipoca, amendoim tipo japonês, pedra de gelo, granola seca, sementes etc).
Estados emocionais como a ansiedade, o medo e a raiva causam aumento da atividade dos músculos mastigatórios e, consequentemente, tensão muscular. Por isso, aqueles que mais fraturam os dentes são os que possuem grandes restaurações, gostam muito de mastigar alimentos duros e têm bruxismo. São pessoas muito tensas que procuram descarregar suas tensões na boca.
A tensão e o nervosismo resultam da luta que o ser humano faz para eliminar a consciência dos erros e também rejeitar a realidade, que é boa, bela e verdadeira (atitude de censura à consciência).

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

DORES NA ARTICULAÇÃO DA FACE?


O ESTRESSE EMOCIONAL E O DISTÚRBIO DA ARTICULAÇÃO TEMPOROMANDIBULAR  (DTM)






O que é articulação temporomandibular (ATM) ?
A articulação temporomandibular (ATM) é a articulação que liga a mandíbula ao crânio. Essa articulação pode sofrer vários distúrbios, prejudicando assim sua função. Estalos e dores são sintomas frequentemente relatados pelos pacientes.
Quais são os sintomas  comuns da DTM ?
•          Dores de cabeça (muitas vezes se assemelhando com enxaquecas),           dores de ouvido, dor e pressão atrás dos olhos;
•          Estalos ou dor ao abrir ou fechar a boca;
•          A mandíbula fica trava, sai do lugar;
•          Dor nos músculos de mastigação;
•          Dificuldade ao mastigar ou morder;
•          Inchaço do rosto;
•          Mudança na oclusão dentária da pessoa (a forma como os dentes superiores e inferiores se encaixam).

Qual a causa psicológica da DTM ?
Os fatores psicológicos desempenham um papel significante na DTM, pois contribuem não somente para o aparecimento dessa alteração, mas também para a sua perpetuação.
Vários pesquisadores relatam a estreita relação que existe entre DTM e o  estresse emocional.
Segundo Beaton et al.(1991), existem teorias segundo as quais os sintomas da DTM são manifestações psicofísiológicas  do estresse, e os pacientes com essa alteração experimentam e/ou expressam sintomas psicológicos, somáticos e comportamentais do estresse junto com os sintomas da disfunção.
Stein et al (1982), realizaram um estudo em 24 indivíduos e concluíram que os pacientes com disfunção apresentaram índices mais altos de estresse do que o grupo Controle.
O estresse emocional pode produzir mudanças fisiológicas mensuráveis, como o aumento das catecolaminas e dos esteroides 17-hidróxi  na urina. As concentrações urinárias dessas substâncias nos pacientes com DTM foram determinadas e comparadas com um grupo Controle. A quantidade média do esteroide nos pacientes com disfunção foi 33% maior do que no grupo Controle, e o nível médio de catecolaminas foi 118% mais elevado. Os autores afirmam que esse estudo oferece evidências bioquímicas de que pacientes com DTM estão sob o estado emocional de estresse maior do que os indivíduos normais e, como essa condição emocional pode predispor ao desenvolvimento  de mecanismos de liberação de tensão através de hábitos bucais, pode haver risco de fadiga muscular com resultantante  espasmo muscular, dor e disfunção. (MOREIRA, ALENCAR & BUSSADORI, 1998)
Existe indicação de que 76% dos pacientes com disfunção apresentam  algum problema psicológico, dos quais 84% apresentam doença depressiva.
Raiva e hostilidade não são incomuns entre os pacientes com DTM que já experimentaram muitos tipos de tratamentos mal sucedidos e podem contribuir para a perpetuação da condição.
Para Wepman (1978), o maior fator emocional relacionado com a percepção à dor é a ansiedade, e os indivíduos que mostram alto grau de ansiedade no seu comportamento cotidiano ( alto traço de ansiedade) são mais reativos às situações quando a ansiedade esta aumentada ( alto estado de ansiedade).
A  ansiedade nos pacientes com DTM tem sido relatada e existem três afirmações sobre esse assunto:
- os estados emocionais como a ansiedade levam à tensão muscular;
- a tensão muscular persistente leva à dor;
- essa sequência de eventos leva aos sintomas relatados pelos pacientes.
De acordo com Molin et al (1973), a ansiedade e a tensão muscular têm um papel importante na etiologia da DTM, e também a dor associada aos músculos e à articulação  pode contribuir para acentuar ainda mais a ansiedade do paciente.

O que é o estresse psicológico?

O estresse é ocasionado por um esforço que o organismo dispende no sentido de se proteger de agressões do meio ambiente. As supostas causas do estresse poderiam ser: queimaduras, lesões, estados pós-operatórios, variação de temperatura, ambiental, esforços musculares intensos, traumas e irritações nervosas. Mas a quase totalidade do estresse verificado em pacientes é causada por fatores psicológicos (PACHECO,1983).
A tendência das explicações médicas e psicológicas tem sido colocar a culpa em questões ambientais: trabalho em excesso, tipo de trabalho, casamentos fracassados, trânsito intenso, cidades grandes etc. etc.. Mas pesquisas também provam que os executivos mexicanos queixam-se mais do stress nas férias do que em período de trabalho. E habitantes de cidades pequenas apresentam um grande número (ou maior) de sintomas psicossomáticos e de desequilíbrio nervoso (PACHECO, 1983).

Os pacientes tratados pelo método psicanalítico integral têm um alto índice de recuperação de suas doenças, sem necessitarem de qualquer mudança em sua vida, profissão ou família. Se a causa dessa enorme incidência de stress estivesse em outro fator que não no interior do homem, não haveria essa possibilidade de cura (PACHECO, 1983).

A interiorização é o caminho da cura


O aspecto mais importante do trabalho de Keppe, a chave principal da Trilogia Analítica, é o processo de interiorização. “O homem interiorizado é o homem são.” Chegamos através da ciência à mesma conclusão de Santo
Agostinho e de Sócrates na filosofia. A beleza do corpo do homem, dos seus músculos, seu cérebro, seu rosto são reflexos muito apagados da perfeição que existe no interior. A beleza dos animais, da natureza, dos astros e do universo é uma pequena parte da beleza do ser humano. No nosso interior, além da Beleza, existe o Amor, que não existe na realidade externa.
Por mais que tentemos, jamais nossa imaginação poderia atingir as delícias e a satisfação que a Sanidade interna nos traria se a aceitássemos completamente (PACHECO, 1983).

A Trilogia Analítica desenvolveu uma técnica de interiorização que propicia este contato. Trata-se da técnica comparativa, onde cada elemento do mundo externo é transportado dialeticamente para o interior do homem. Desta forma,
quando colocamos “os outros” dentro da vida psíquica do cliente, ele se acalma, reconhecendo o valor que tem em seu interior, o enorme mundo que tem dentro de si, amenizando a sua inveja. Se vemos o mal vindo dos outros, também o fazemos com o bem, invejando o que imaginamos não possuir.
Mas se o reconhecemos em nós, logo nos acalmamos.
A partir do momento em que o homem começa a aceitar essa volta para si, então se inicia a cura. Quanto mais faz esse movimento, mais se ampliam seus horizontes. O homem muito interiorizado chega a perceber coisas dentro de si que não existem correspondentemente no universo externo, pois o seu
íntimo é o que há de mais perfeito em toda a criação (PACHECO, 1983).

Se temos essa maravilha em nós, então por que não a usufruímos?
Dr. Keppe explica essa recusa por ser o nosso interior o reflexo da beleza divina. A Sanidade que vemos dentro de nós não é nossa realização, e, diante de tanta grandeza e maravilha, cegamo-nos pela terrível inveja que sentimos daquele que nos presenteou com ela. Assim é que a humanidade passou a ver a vida como algo feio, penoso, sem sentido e angustiante, e o “papel” que representamos está longe de ser a expressão da nossa realidade interna. De seres feitos à semelhança de Deus, reduzimo-nos a assassinos, delinquentes, doentes, angustiados.(PACHECO, 1983) .


PACHECO, C.B.S.  - A Cura pela Consciência – Teomania & Estresse  - Proton Editora, 1ª Edição, São Paulo, 1983.