Ao longo de nossa prática de quase 30
anos, no Brasil, Estados Unidos, Portugal e França, atendemos um sem-número de clientes que, devido a uma forte tensão emocional, adquiriram doenças bucais
em questão de horas ou dias. Por exemplo:
F.C. contraiu cáries na época de provas,
quando estava muito tenso por não haver
estudado adequadamente; I.N. contraiu
novas cáries e aftas logo após ter-se separado da esposa; F.M. teve novas cáries e
inflamação da gengiva quando cuidava da
mãe, que tinha uma doença grave; D.S. tinha crises de aftas quando se irritava com
sua irmã mais nova.
Isso mostra, como disse Hipócrates, o
pai da Medicina, que “não existe a doença, existe o doente”. Ou seja, como afirma a
Cláudia B. S. Pacheco em seu livro “A Cura
pela Consciência – Teomania e Stress”,
somos uma unidade indissolúvel entre o
psíquico e o físico, com a predominância
do primeiro, pela sua superioridade; o
doente adoece psiquicamente primeiro e,
em consequência, fisicamente. Porém, ela
assinala que o que importa não é o acontecimento em si, mas sim nossa atitude
diante da consciência que ele traz. Percebe-se em todos esses casos citados uma
resistência a ver e lidar com problemas, o
que afeta o organismo, altera a salivação
e origina as doenças bucais.
Desde o início de nossa atuação como
cirurgiãs-dentistas, fizemos nossa formação em Psicanálise Integral, o que nos foi
de enorme auxílio em todas as áreas sobretudo no exercício de nossa profissão. A
orientação psicossomática, que adotamos,
permite um questionamento mais amplo,
no sentido de permitir que a pessoa, cada
vez que adquire uma doença bucal, possa
verificar também o que está se passando
em sua vida emocional e social.
Texto do Jornal STOP 54 disponível aqui.
Odontologia baseada na Psicanálise Integral (Trilogia Analítica), ciência que trata do ser humano integralmente (sentimento, pensamento e ação).
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segunda-feira, 30 de setembro de 2019
A Tensão Emocional e as Cáries Dentárias
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sexta-feira, 16 de agosto de 2019
Lentes de Contato ou Dente Natural?
Nos últimos anos, as “lentes de contato” (facetas de cerâmica bem finas, colocadas nos dentes) “viraram moda”.
Alega-se que conservam as estruturas
dos dentes naturais; porém, na maioria das vezes, é necessário desgastar
o esmalte dentário para aplicá-las. E
esse desgaste é irreversível, ou seja,
quando uma faceta quebra e solta, o
paciente tem que ir logo ao dentista
para este repor seu sorriso artificial.
Os dentes naturais apresentam uma
beleza única, insubstituível. A cor natural dos dentes varia de pessoa para pessoa; com a idade, os dentes escurecem um pouco, mas continuam
em harmonia com a face. Qualquer
procedimento odontológico, mesmo
o mais avançado do mundo, “não
chega aos pés” da beleza (divina) dos
dentes naturais.
Então, por que muitos querem alterar
a cor dos dentes naturais ?
Atualmente, há um grande incentivo pela aparência. O ser humano
foge da realidade, do contato consigo mesmo, através de uma máscara. Com isso, muitos acabam estragando seus próprios dentes, na
busca de um sorriso artificial; e o
resultado disso é lamentável: perda da saúde e da beleza natural.
“O uso da máscara pode ser visto não
só para enganar o próximo, mas,
principalmente a si mesmo, estragando a própria existência; de maneira
que temos que ver agora que o indivíduo, denominado hipócrita, causa
o maior desastre para sua existência
desde que não consegue viver de acordo com o que é por si: o bem”
(Keppe, A Origem da Sanidade)
Texto disponível no Jornal STOP 101
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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019
Odontologia e Espiritualidade
“Não existe doença alguma que
não seja física e espiritual ao mesmo tempo”, como mostra Keppe
em seu livro Psicoterapia e Exorcismo (2018).
As emoções negativas inconscientizadas alteram o funcionamento do organismo como podemos ver no caso da inveja.
M.N. relatou: - Quando eu era
criança, minha professora mostrou
uma foto de um sorriso lindo. Depois mostrou uma foto de dentes
cariados. Então, pensei claramente que queria ficar com os dentes
todos estragados. Mas, eu mesmo
me assustei com essa ideia. Hoje,
acho que esse pensamento veio de
um espirito maligno, que devido à
minha inveja, eu segui. Portanto,
perdi muitos dentes.
Notamos através desse relato
que o ser humano não é vítima dos
malignos, mas através da atitude de inveja, se conecta com esses seres espirituais.
“Qualquer coisa que se faça no
campo físico, repercute no espiritual, e o mesmo sucede deste
último, para o material, pois não
podemos nos esquecer, que somos
uma unidade, constituída de corpo
e alma.” (KEPPE, 2018).
Dra. Heloísa Coelho
Texto no Jornal STOP, disponível aqui.
Dra. Heloísa Coelho
Texto no Jornal STOP, disponível aqui.
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